sábado, 6 de outubro de 2012

Contra a corrente

Que nossa torcida é diferenciada, todos sabem. Basta estar presente no Luso-Brasileiro em dia de jogo da Portuguesa para comprovar isso. Acreditamos em uma forma diferente de torcer. Somos totalmente contra aos estilos das Torcidas Organizadas que criaram um modelo brasileiro de torcida que é diretamente relacionada com violência. Não somos assim. Torcemos pelo clube e qualquer atitude nossa reflete na imagem da Portuguesa, temos consciência disso.

E nossa murga presente
Temos ideais políticos, principalmente em relação a Portuguesa. Por isso, não somos e nem seremos ligados a nenhum grupo político que venha disputar as eleições para presidente em 2014. Cada indivíduo da Banda Louca tem liberdade de apoiar, mas nunca falar em nome da torcida.

Essa disposição política extrapolou os muros do Luso-Brasileiro, a maioria dos membros da nossa torcida se identificou com o candidato a prefeitura do Rio Marcelo Freixo e, por isso, participa ativamente da campanha. Inclusive eu, que decidi escrever esse texto - com acordo dos outros colunistas do blog - para mostrar a vocês como essa candidatura tem relações bem estreitas com os ideias nossos.

Marcelo fez essa campanha contra a corrente do óbvio: não criou alianças espúrias, fez uma campanha limpa, contra a campanha mais rica de todas do Brasil. Re-ascendeu a chama "revolucionária" nos jovens que estavam descrentes em uma política realmente voltada ao povo. Do outro lado pessoas que não fazem campanha por um ideal político, pessoas que fazem a campanha por trabalho, por dinheiro. Partidos que vendem seu apoio, e seu ideal, por um cargo nas secretarias.

Aqui, na Lusa, seguimos esses passos: somos totalmente contra ao que chamamos de "Futebol Moderno". Fazemos parte da corrente "Ódio eterno ao futebol moderno". Nesse novo futebol, o dinheiro fala mais alto. Os clubes são vendidos ao capital para ter algum sucesso. Os jogadores vão e voltam de acordo com a maré. Se vendem para perder um jogo e ganhar um trocado a mais. Vimos e vivemos isso nesse último Campeonato Carioca. Árbitros são comprados, tudo em jogo de carta marcada para favorecer quem $pode$ mais. Enquanto alguns partidos ganham dinheiro em troca de apoio, torcedores dos "Clubes Empresas" ganham lanche e camisa para torcer.

Quem diria que, hoje (sábado), cerca de 3 mil cariocas abririam mão da praia de sábado para participar de um ato político em pleno 2012, no momento em que a política nacional passa por um dos seus momentos mais obscuros com o desvendamento de todos os esquemas do mensalão? Quem diria que 30 "malucos" abririam mão de sua praia, almoço em família, ou sair com a namorada, para viajar 3, 4, 5 horas e ficar cantando 90 minutos para ver um jogo da Segunda Divisão do Campeonato Carioca?

Hoje, o lado mais lindo do futebol se fez presente. Torcedores de Flamengo, Vasco, Botafogo, Fluminense, América, PORTUGUESA, e por aí vai, se uniram em pró de uma causa, de um ideal. Todos se deram as mãos para abraçar o Maracanã no último ato da campanha do Marcelo Freixo. Um ato simbólico mostrando que a vontade da população de ter um Maracanã para o povo, como sempre foi. Também um protesto contra a destruição do eterno "Maior estádio do Mundo".

Marcelo quebrou o ciclo, nadou contra a corrente. Representativo, assim como nós.

Freixo é o povo. Freixo é a política no seu estado mais nobre. Eu sou Freixo.

E assim também vamos quebrando a corrente.

#PortuguêsaComanda